para a cândida, assim, porque por aqui também se deambulou amorosamente
segunda-feira, 2 de abril de 2012
25 de abril em exposição
A exposição documental intitulada “25 de Abril”, organizada pela Biblioteca-Museu República e Resistência, sob a coordenação de João Mário Mascarenhas e com a coordenação científica de António Reis, vai estar patente ao público no Museu Bernardino Machado, de Vila Nova de Famalicão, entre 1 de Abril até 31 de maio do corrente ano.
Constituída por 23 painéis que relata, segundo nota informativa dos organizadores, a história do dia 25 e de todo o processo revolucionário que se lhe seguiu, entre o 25 de Abril até à realização das eleições de 1976 e à aprovação da Constituição, retém, a mesma exposição, os percursos dos protagonistas, a dinâmica do movimento popular, a política, a sociedade e a cultura de uma época que define o Portugal de hoje, moderno, democrático e europeu.
A exposição documental “25 de Abril” contém nos 23 painéis as seguintes temáticas: i) Introdução, ii) O Marcelismo e a Crise do Regime Totalitário, iii) O MFA e o Derrube do Regime Totalitário, iv) O MFA e a Descolonização, v) O Processo Revolucionário, A Democratização e a sua dialéctica: do 25 de Abril ao 11 de Março, vi) Transformações Económicas e Mudanças Sociais, vii) O Novo Regime Democrático: principais traços institucionais, viii) Que Rupturas na Cultura e Mentalidades.
A entrada é gratuita.
quinta-feira, 29 de março de 2012
quarta-feira, 28 de março de 2012
terça-feira, 27 de março de 2012
bernardino machado, pela república
A 21 de Abril do corrente ano, o Museu Bernardino Machado vai apresentar o II Tomo da Obra de Bernardino Machado, radicalizado na política, entre os anos de 1908 a 1910. Nesta frases hoje seleccionadas, extraídas de alguns textos do livro "Pela República", os quais se encontram publicados no II Tomo da Obra Política de Bernardino Machado, podemos observar uma das máximas virtudes de Bernardino Machado, a cordialidade, e, por seu turno, a transformação de uma transcendência religiosa para uma transcendência humana e pelos seus valores mais intrínsecos, caso da liberdade, assim como estes mesmos valores se encontram ligados perante a sociedade. A seu tempo, até ao dia 21, se colocará mais frases do pensamento político de Bernardino Machado, diga-se, antes de mais nada, um dos pensamentos políticos republicanos dos mais coerentes que existe. Para o Dr. Manuel Sá Marques, com um grande abraço fraternal de amizade.
"Chamemos ao dia do descanso semanal - o dia da liberdade" ("O Descanso Semanal")
"Entendo que as almas se conquistam sobretudo pela simpatia e pelo amor." ("A Aliança Ingelsa")
"Desde 1880, em que se celebrou o centenário de Camões, ao lado da velha litúrgia eclesiástica, começou a formar-se entre nós uma nova litúrgia cívica [...], uma nova religião foi despontando, humana, toda feita de cordialidade e de amor." ("Os Actuais Partidos Políticos")
"Nada pior que a ignorância em que os membros duma nação estejam dos seus direitos e dos seus deveres. Nada mais necessário de que formar a opinião para que a opinião governe. Eis o alto intuito da educação cívica." ("Formas de Governo")
"Sobre a ignorância e a miséria, a teocracia ergue-se então ousadamente contra o amor. Rompe todos os laços afectivos. Separa o homem da natureza, da família e da pátria. Os laços de família são carnais, os laços da pátria são mundanos, e a carne e o mundo, com o diabo, são os três inimigos da alma. E não se contenta de extinguir o amor, aonde os ódios dos seus sectários contra todos que não comunguem no mesmo credo, principalmente contra os bons, contra aqueles que pela virtude da sua atracção moral possam fundar sobre a terra uma nova religião, melhor, mais humana. / A plutocracia, essa, invoca o interesse contra o amor e a razão." ("A Psicologia da Reacção")
"... a maneira de operarmos a solidariedade e a paz na sociedade é operando o equilíbrio das nossas faculdades pela implantação, logo, no ensino, da tríplice liberdade, de amar, de trabalhar e de pensar." ("A Psiciologia da Reacção")
"Para muitos monárquicos todo o republicano é um díscolo, quase um bandoleiro; para vários republicanos todo o monárquico é um criminoso, um malfeitor. Eu mesmo, para a intolerância de tais republicanos, não passarei nunca, apesar da unidade moral de toda a minha vida, duma espécie de cristão novo, cuja conversão se celebra festivamente no dia do baptismo, mas que, passado esse dia, a breve trecho se lança ao lume vivo da fogueira para o expurgar de toda a peçonha original." ("Só a Liberdade é a Paz")
"Entre os dirigentes, ninguém se importa com ideias. Não é isso que os liga." ("A Reforma")
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