antes de mais nada, um apontamento, que clarifica o pseudónimo deste texto que hoje se republica, mateus. mais conhecido por rodrigo terroso, e de nome completo rodrigo júlio dos santos terroso (v. n. de famalicão, 14/12/1866-v. n. de famalicão, 19/05/1925), foi escrivão-notário e jornalista. usou vários pseudónimos, noemadamente samuel (tendo sido com este que escreveu as famosas memórias intituladas "figuras antigas: rua direita" e publicadas no jornal famalicense "estrela do minho"), daniel e rosundo (com este, escreveu novas memórias famalicenses). para além de ter sido o correspondente de famalicão em "o primeiro de janeiro", colaborou na "gazeta do minho" e foi o redactor do jornal "o minho", particularmente da 2.ª série. está na origem do jorna l"egualdade", o qual surgiu em 4 de feveriro de 1885, tendo sido neste mesmo que surgiu a primeira referência à república em v. n. de famalicão. após esta aventura política, será terroso um dos militantes mais fervorosos do partido progressista famalicense, sendo "o minho" uma espécie de órgão do mesmo partido. aliás, joaquim trovisqueira, filho do barão de trovisqueira, foi a seu lado proprietário do referido jornal, também nele colaborando. privou com camilo, tendo sido uma visita de seide. das relações de camilo com o barão de trovisqueira, tendo sido este padrinho de um dos filhos do habitante de seide, isso e outra história. fica aqui esta reprodução do texto de rodrigo terroso e das relações de camilo com a política.
quinta-feira, 22 de março de 2012
segunda-feira, 19 de março de 2012
domingo, 18 de março de 2012
camilo suicida
José Sarmento - "Camilo". In Estrela do Minho. V. N. de Famalicão, Ano 23, n.º 1174 (7 Abr. 1918), p. 2
sábado, 17 de março de 2012
zeferino bernardes pereira e uma casa com história
a casa que ardeu na madrugada de terça-feira (13 de março) em vila nova de famalicão, bem no centro nevrálgico da cidade, é uma casa com história - situada na esquina entre a avenida narciso ferreira e a rua adriano pinto basto, em frente à antiga bomba e restaurante iris. uma casa com história na medida em que era pertença de zeferino bernardes pereira (?-1929), vereador da comissão administrativa da câmara municipal famalicense até 1913 e o 1.º presidente eleito na república em 1914 nas eleições municipais. diga-se, antes de mais nada, que estamos perante um dos republicanos famalicenses históricos, tendo sido um dos homenageados em 2011 pela câmara famalicense, no âmbito do centenário da implantação da república em famalicão. desta forma, zeferino bernardes pereira, proprietário e natural da régua, que ficou ligado a famalicão pelo casamento que realizou com uma das descendentes dos donos e dos fundadores do hotel carolina, que então ficava na actual praça d. maria ii, de nome ernestina varela dos santos, aparece, pela primeira vez, na comissão republicana municipal em 1906 como substituto, aparecendo logo em 1908 já como candidato efectivo. em 1910, surge na comissão administrativa republicana que tomou posse em 8 de outubro de 1910 em vila nova de famalicão, tendo sido eleito presidente da câmara em 1914, sendo a lista concorrente a do partido republicano evolucionista, que o apelidavam de mestre zéfrino. em 1912 é eleito membro efectivo de uma nova comissão municipal republicana (saída da reunião do hotel do carmo, a antiga casa de bernardino machado, herdada do seu irmão, o 2.º barão de joane, o homem forte do partido progressista local), assim como em 1916. a propósito da inscrição de nomes republicanos na toponímia famalicense, já josé casimiro da silva, no jornal "estrela da manhã", anuncia a proposta da inscrição do nome de zeferino bernardes pereira se inscrever na toponímia famalicense. a propósito da imagem de zefereino bernardes pereira na comunidade famalicense, casimiro da silva diz-nos dele que foi "sempre uma pessoa circunspecta e reservada, pelo menos pela sua gravidade ou austeridade que haveria de determinar o teor da vida económica na administração municipal". no seguimento do elogio público a zeferino, continua casimiro da silva que "era, enfim, um Homem de que o momento político necessitava", e "de tal modo defendia os dinheiros do povo que alguns dos seus pares passaram a considerá-lo um «unhas-de-fome»", ficando com a alcunha de «Conta-Achas». assim se vai escrevendo a história.
sexta-feira, 16 de março de 2012
a organização da maçonaria
O Museu Bernardino Machado, de Vila Nova de Famalicão, convidou para a segunda conferência do V Ciclo de Conferências “A Maçonaria em Portugal: do século XVIII ao século XXI” o Professor João José Alves Dias, que virá falar sobre a “Organização e Funcionamento: ritos, símbolos e graus” na Maçonaria, no próximo dia 23 de Março do corrente ano, pelas 21h30.
Com a licenciatura em História pela Faculdade de Ciências e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (1982) e com o doutoramento em História: História Económica e Social – Séculos XV-XIX, o Prof. João Alves Dias pela mesma Faculdade, e da sua docência, é Presidente do Centro de Estudos Históricos da Universidade Nova de Lisboa, Membro da Associação Historians of Early Europe, da Associação de História medieval Portuguesa e é Sócio da Sociedade de Geografia de Lisboa. Para além de ter participado com comunicações em conferências e seminários no estrangeiro e em Portugal sobre História, os estudos históricos do Prof. João Alves Dias inserem-se no âmbito da Paleografia, no Renascimento, na Bibliofilia, sobre a Imprensa, a Filatelia ou sobre as Chancelarias portuguesas e com uma vasta produção editorial destas respectivas temáticas históricas, publicou sobre a Maçonaria “Pombal na Tradição Maçónica Portuguesa” (1991), “A República e a Maçonaria: o recrutamento maçónico na eclosão da República Portuguesa” (1986), “A Maçonaria em Portugal de 1727 a 1892” (2002), “Para a História da Maçonaria no Porto em Finais do Século XIX” (2002), “Pombal e a Maçonaria” (1982), “Museu Maçónico Português: uma viagem ao visível do invisível” (1994), entre outros estudos maçónicos. Colaborou no “Dicionário de História de Lisboa” (1994), sob a direcção de Francisco Santano e Eduardo Sucesso e na “Encyclopédie de la Franco Maçonnerie” (2002), com a direcção de Eric Saumier sobre várias temáticas maçónicas.
As conferências do V Ciclo de 2012, com a entrada livre e gratuita e a entrega de certificado de presença, aguarda acreditação do Centro de Formação Científica, para os professores das disciplinas de História, Filosofia e de Sociologia.
"queres saber como... se faz a manteiga?"
José Augusto Vieira, no seu “Minho Pitoresco” (1886) considerava a Fábrica de Lacticínios, situada então na Freguesia de Formariz (Paredes de Coura) do Conselheiro Miguel Dantas como “um conceituadíssimo centro de actividade fabril”, representando “o ganha-pão de imensas famílias – e para bem avaliar de quão poderosamente contribui para o viver económico do concelho, basta que acrescente que recebem ali, todos os dias, 2.000 litros de leite, importando esta dose do precioso líquido em cerca de 2.000$000 rs. Mensais.” Bernardino Machado virá a herdar a Fábrica de Lacticínios do Conselheiro Miguel Dantas, situada ma margem esquerda do Rio Coura, a pouca distância do Palacete de Mantelães; e se hoje já nada existe do edifício da fábrica, sendo um complexo de habitação, a “Fábrica de Lacticínios” para além de ter promovido a economia doméstica, foi um foco de grande desenvolvimento económico da região. Neste contexto, e na passagem de mais um aniversário de Bernardino Machado, O Museu Bernardino Machado, de Vila Nova de Famalicão, no âmbito das suas actividades pedagógicas, vai organizar um atelier denominado “Queres saber como… se faz a manteiga?, no próximo dia 28 de Março, entre as 10h00 e as 13h00, com a colaboração do Gabinete de Arqueologia e com o apoio “Senras Dairy – Fabrico Artesanal de Queijo”, de Ribeirão.
quinta-feira, 15 de março de 2012
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