sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

"a egualdade" (1885) a primeira referência republicana em famalicão



O jornal famalicense "A Egualdade", que surgiu em 1 de Fevereiro de 1885 e tinha como subtítulo "Semanario politico, noticioso e satyrico", publicando-se aos domingos, surge com a sua sede na então Praça da Mota, e é a primeira referência republicana pública em Vila Nova de Famalicão. Se no cabeçalho do jornal não conhecemos as menções de responsabilidade (propriedade, director e editor), será, contudo, num outro jornal famalicense, o "Estrela do Minho", numa série de crónicas com o título "Figuras Antigas: Rua Direita", que iremos conhecer a origem do jornal "A Egualdade", através de Samuel, pseudónimo de Rodrigo Terroso, contando-nos a vida social e intelectual dos finais do século XIX em V. N. de Famalicão. Será na de 18 de Novembro de 1917 que Rodrigo Terroso irá explicar a origem do jornal, sendo ele mesmo um dos fundadores ao lado de Luís de Miranda, tipógrafo que será depois actor. Ambos resolveram "atirar para a rua uma gazeta republicana." Para Rodrigo Terroso, e sendo ambos menores, faltava o editor, e entraram em contacto com o "único republicano em Famalicão", que se chamava Francisco José Gonçalves de Sousa, com a alcunha de "Chichurreta", o qual aceitou o convite. Vejamos o que Rodrigo Terroso nos conta: "Fez-se a habilitação perante o administrador do concelho, dr. José Carlos de Medeiros. Por cautela tirei a certidão desse acto e entreguei-a ao Correia Guimarães que era o dono da tipografia em que a Igualdade tinha de publicar-se. O 1.º número apareceu. Fez barulho. Escrevemo-lo eu e o Miranda, menos o artigo de apresentação, que o Correia quis fazer. O editor achou que alguns artigos eram bravos, excessivamente audazes. Precisei ludibriá-lo para que consentisse a sua publicação. Meti-lhe na cabeça que eram do Teófilo, da Angelina Vidal, do Alves da Veiga, e facilmente o convenci, pois que eram rubricados com pseudónimos e só lhos mostrava em provas." Na crónica seguinte, a 28 de Novembro, Rodrigo Terroso dir-nos-á de Francisco Correia Mesquita Guimarães que "não iam para a República as suas inclinações." Tal como as de Rodrigo Terroso, que militou no Partido Progressista do Barão de Trovisqueira. Nesta última crónica, Terroso conta-nos como terminou esta aventura "republicana" de sol de pouca dura, que não o chegou a ser.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

maçonaria, saber e poder







O V Ciclo de Conferências denominado “A Maçonaria em Portugal: do século XVIII ao século XXI” (organizado pelo Museu Bernardino Machado de V. N. de Famalicão), vai ter início no próximo dia 17 de Fevereiro (Sexta-Feira), pelas 21h30, com a presença do Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano (iniciado na Loja Universalis), Fernando Lima, o qual vai proferir a conferência “A Maçonaria: instituição de saber ou de poder?”
Nascido em Lisboa em 24 de Novembro de 1951, Licenciado em Direito pela Universidade Clássica de Lisboa, com Mestrado em Direito Europeu, Político e Finanças pela Universidade Católica e Doutorando em Gestão Empresarial Aplicada (ISCTE), Fernando Lima é presidente da Engil/Abrantina e Galilei e é membro de diversas organizações não-governamentais. Para além de ter colaborado na “Revista de Engenharia”” (“Sobre a Responsabilidade dos Diversos Intervenientes no Acto de Construir”, 1990) e na “Revista da Ordem dos Advogados” (“Sobre o Advogado na Empresa”, 1986), tem participado em colóquios sobre a temática da Maçonaria e é editor de livros sobre a mesma.
As conferências do V Ciclo de 2012, com a entrada livre e gratuita e a entrega de certificado de presença, aguarda acreditação do Centro de Formação Científica, para os professores das disciplinas de História, Filosofia e de Sociologia.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

sousa fernandes na biblioteca municipal

charles dickens

em ano de centenários, nomeadamente os 150 anos do "amor de perdição" de camilo castelo branco, assim como "os miseráveis", de victor hugo, o tricentenário de rousseau, e o bi-centenário de charles dickens, deixo aqui o registo de um livro da minha adolescência, deste último escritor.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

o essencial da constituição de 1911


"Os anos de 2010 e 2011 têm, felizmente, assistido a grande produção editorial sobre temas relacionados com a República, e a não pequenos debates em seu torno, dando até voz a correntes que alguns julgariam mortas. Parece-nos, contudo, faltar algum debate jurídico-constitucional, para lá dos temas de sempre mais ou menos mitificados. Desejamos com este estudo contribuir para tal debate, inserindo a questão constitucional no seu contexto histórico e ideológico."

Paulo Ferreira da Cunha


I
República e paixões

II
Porquê a República?

III
República e instabilidade governativa: realidade e mito

IV
República: sentidos fortes e fracos

V
Implantação da República e espectro partidário

VI
A Constituinte

VII
O sistema político da Constituição de 1911

VIII
O Presidente, o Governo e o Congresso

IX
Os direitos na Constituição de 1911

X
Vigência e vicissitudes da Constituição de 1911