quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

a república velha

"Cronologicamente, a investigação que se propõe é delimitada por dois acontecimentos extremos, o assalto a Monsanto, de 22 a 24 de Janeiro de 1919, e o golpe militar de 28 de Maio de 1926. A coerência interna do período chamado de "Nova República Velha" é dada pelo regresso do Partido Republicano Português (PRP) ao lugar dominante no poder, a partir do qual manteve a hegemonia sobre o sistema político da Primeira República, recriando esse traço típico do regime instaurado em 1910. Sob esta aparência de continuidade acumulavam-se, no entanto, as experiências políticas do primeiro período do regime e do interregno ditatorial sidonista, em parte assimiladas pelo PRP, a partir de 1919, sob a nova liderança de António Maria da Silva."

Ana Catarina Pinto

I - A problemática da queda da Primeira República portuguesa na historiografia. O estado da questão
II - A República do pós-guerra e os conflitos da modernidade
III - Estudo exploratório


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

IV filo-café

segurança online



Neto de Tito Augusto de Morais (1880-1963), militar e republicano, o qual desempenhou um papel marcante nos dias 4 e 5 de Outubro de 1910 para a implantação da República em Portugal na margem do rio Tejo, não só na tomada dos marinheiros em Alcântara, no assalto aos paióis, como igualmente no comando do navio São Rafael, que bombardeou o Palácio das Necessidades, considerou o avô como um dos fundadores da República ao lado de Bernardino Machado. Foi assim que Tito de Morais, autor do projecto miudossegurosnanet, abriu a sessão, dizendo que, para além do prazer que tinha em estar no Museu Bernardino Machado, não vinha falar propriamente da República, mas das redes sociais e da segurança na internet. Se, num primeiro momento, salientou as quatro propriedades que desestabilizam as relações online (caso da persistencia, replicabilidade, escalibilidade e pesquisabilidade), as quais se interligam, têm como consequência prática um conjunto de três dinâmicas, a saber, as audiências invisíveis, os contextos colapsados e a desfocagem entre aquilo que é público e privado, dinâmicas com as quais nos defrontamos na rede. Com exemplos práticos e fílmicos ao longo da sessão, Tito de Morais alguns conselhos a reter nas páginas sociais, sendo o caso paradigmático o facebook; não nos expormos demasiado (o facebook não é um muro de lamentações), reconfiguração da segurança, categorização das amizades em para além de ser um meio de aproximação das pessoas, promove a aproximação familiar e, na relação pais/filhos, promove um reconhecimento acompanhado.
No debate, e num contexto pedagógico, salientou-se a contradição existente entre a não autorização da publicação de fotografias dos adolescentes nos boletins escolares por parte dos pais e aquilo que os próprios adolescentes publicam no facebook. De qualquer maneira, Tito de Morais aconselhou aos professores presentes na sessão, que solicitassem sempre a autorização para a publicação das fotografias, para evitar confusões.
Não é a primeira vez que Tito de Morais vem a Famalicão, já que através de um projecto da PSP, financiado pelo Município, falou de segurança na internet nas escolas do 1.º ciclo no concelho famalicense.


domingo, 22 de janeiro de 2012

manuel laranjeira e "aos amigos"



rousseau


da cidade política, rousseau imaginou "uma sociedade duma grandeza limitada pelo alcance das faculdade humanas", na qual o "amor da pátria" e "o amor dos cidadaõs" promovessem "a felicidade comum", na base de um "governo democrático sabiamente temperado." para além de projectar "um país em que as leis fossem comuns a todos os cidadãos", diz-nos rousseau que escolheria "para minha pátria uma feliz e tranquila república cuja antiguidade se perdesse de algum modo na noite dos tempos; que não tivesse experimentado senão ataques propícios a manifestar e tornar mais firmes nos seus habitantes a coragem e o amor da pátria e em que os cidadãos, acostumados desde longa data a uma sábia independência, fossem não somente livres, mas dignos de o ser." uma ilusão tanto real como paradoxal!