encontra-se patente no átrio principal da biblioteca municipal camilo castelo branco a exposição "uma família do século xix aos nossos dias", a qual estará patente ao público até final do mês. realizada por ocasião do 150.º aniversário do nascimento de francisco correia mesquita guimarães, este é, indiscutivelmente um dos nomes maiores, para mim, ao lado de um outro, desta família, o de amadeu mesquita. se o primeiro se encontra ligado a camilo castelo branco, tesoureiro da comissão promotora de homenagem póstuma ao grande escritor camilo castelo branco, ao lado de nomes como josé de azevedo e menezes ou de manuel pinto de sousa, encontrando-se ingualmente na homenagem de 1925 por ocasião do centenário de nascimento de camilo e comemorado em famalicão numa parceria entre a câmara e o jornal portuense "o comércio do porto", na altura correspondente de famalicão no mesmo jornal, a outra personalidade, amadeu mesquita, manteve um papel social e cívico único na sociedade famalicense, ligado a várias instituições de solidariedade social, e criando outras. destaco igualmente uma outra personalidade do meio famalicense, paulo marques, o qual pelo desporto motorizado, teve participações notáveis em competições internacionais, caso do dakar.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
da minha homenagem à homenagem que falta II
VASCO DE CARVALHO
O CRONISTA-MOR DE VILA NOVA
para o dr. artur sá da costa, pelo quanto a cultura nos uniu na amizade, numa altura em que já passaram os 50 anos do falecimento do historiador famalicense
para ver mais informação, nomeadamente o texto ver em http://ruadesaobento.webnode.pt/
a parte final do texto
"Eis a homenagem que Casimiro da Silva lhe presta e, quase trinta anos depois, Benjamim Salgado, no Notícias de Famalicão Literário, o irá evocar novamente, em termos afectivos e intelectuais, realçando aqui a proposta, a homenagem devida da comunidade famalicense, para integrarmos Vasco de Carvalho no seu tempo historiográfico. Hoje faz falta, e termino, a homenagem que outros já tentaram edificar a Vasco de Carvalho para a promoção de Vila Nova de Famalicão perante o seu contexto histórico. Contudo, para tal, não temos apenas Carvalho para a glorificação futura do Município famalicense: temos Armando Bacelar e o Neo-Realismo, o Luso-Brasileirismo de Nuno Simões, os camilianistas Alexandre Cabral, Manuel Simões e Pinto de Castro, Mário Cesariny e Cruzeiro Seixas no surrealismo, assim como Prado Coelho entre a literatura e a filosofia, Bernardino Machado, assim como a literatura e a imprensa e Vila Nova de Famalicão e o Oriente, ou os espólios da Oposição Democrática para as comemorações dos 40 anos do 25 de Abril (2014). Mas antes destas comemorações de Abril, temos em 2013 o Centenário da Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco, filha não só da I República, como do Decreto de D. António da Costa, o qual cria as Bibliotecas Populares, para, uma vez mais, nos situarmos no tempo da História e não deixarmos fugir a oportunidade para a identificação das nossas raízes culturais."
da minha homenagem à homenagem que falta I
VASCO DE CARVALHO
O CRONISTA-MOR DE VILA NOVA
Para o Dr. Artur Sá da Costa
pelo quanto a cultura nos uniu na amizade
para mais informação, nomeadamente o texto, ver em http://ruadesaobento.webnode.pt/
a parte inicial do texto
"Na altura em que escrevi este texto, ele teve várias opções de desenvolvimento, significando que a estratégia de elaboração textual poderia cair numa forma anárquica de explorar as suas ideias que então pretendia explorar. Assim o digo. Aliás, este mesmo texto teve uma redescrição a qual se deve, ao facto, da sua publicação no Boletim Cultural da autarquia famalicense, mais propriamente no n.º 18 de 2001 (2ª série), com o título “A Homenagem Que Falta”. E das ideias que então explorei, as quais pretendo aqui hoje apresentar, dizia então que essas mesmas ideias pretendiam evocar o que é dizível para a construção da sua unidade, caindo esta mesma unidade em Vasco de Carvalho. Na época, comemorava-se os 110 Anos de Nascimento de Carvalho, o qual passou despercebido na exterioridade, digamos, assim, na comunidade famalicense, à qual pertenceu de corpo e alma."
Antes, em 1998, a autarquia famalicense antologiou Vasco de Carvalho – do qual Hugo Rocha apelidava como sendo “o indefesso cronista-mor de Vila Nova de Famalicão e seu termo” – com o texto histórico A Formação do Concelho de Vila Nova de Famalicão, conferindo-lhe destaque na exposição Uma Aproximação aos Autores Famalicenses, através dos seus respectivos livros, como também da sua correspondência, da qual se realçam personalidades locais e nacionais, integrando uma reprodução facsimilada do manuscrito inédito Rua Direita. O Tempo continua a fazer-lhe justiça. No passado e no presente, ainda bem perto de nós. Desta forma, temos a Homenagem de 1960[1], realizada por uma Comissão de Famalicenses residentes no Porto (constituída por Laurentino Reis Melo, José Plácido Valongo, Arlindo Mesquita Guimarães, Eugénio Folhadela, Correia Guimarães e Teófilo Folhadela Melo), perante a qual a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão então se associou, sob a presidência de José Pinto de Oliveira, sendo vereador da cultura o P. Benjamim Salgado, conferindo esta mesma Câmara a Carvalho a Medalha e o Diploma de Reconhecimento-Classe de Ouro, e proposta por inúmeros conterrâneos, tendo sido evocado o homem e a obra na sua exterioridade e não na sua interioridade.
[1] Vasco de Carvalho, em notas manuscritas, num dos seus álbuns referentes à respectiva homenagem, propôs as seguintes condições: i) nada tratariam no Porto com a imprensa; ii) pessoalmente, poderiam falar a todos os famalicenses residentes ou a trabalhar no Porto; iii) não fariam nem distribuiriam convites, circulares ou o que quer que fosse; iv) em Famalicão, José Casimiro da Silva daria notícias pelo jornal Estrela da Manhã. No entanto, e apesar de tudo, as notícias acabaram por sair na imprensa portuense, caso de O Primeiro de Janeiro ou em O Comércio do Porto, no qual era então correspondente de Famalicão Rebelo Mesquita.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
mosteiro de tibães
para a cândida assim
e finalmente existe um rio a ser descoberto no mundo para sorrir
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
intelectuais republicanas
No âmbito do IV Ciclo de Conferências “As Mulheres na I República”, realiza-se no próximo dia 16 de Dezembro do corrente ano, pelas 21h30, no Museu Bernardino Machado, de Vila Nova de Famalicão, a última conferência do mesmo ciclo, sendo a entrada livre, recebendo os participantes o certificado de presença. Foi convidada Zília Osório de Castro, Professora Catedrática de História das Ideias Políticas no Departamento de Filosofia da faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, para proferir a conferência “As Mulheres Intelectuais na I República”. Com participação em vários congressos nacionais e internacionais, no âmbito de temáticas como História, Filosofia Política (como, por exemplo, cidadania, sistema eleitoral, sobre a Europa ou sobre as mulheres republicanas), tem as seguintes publicações autorais: “Cultura Política: Manuel Borges Carneiro e o Vintismo” (Dissertação de Doutoramento, 1990), “Portugal e Brasil: debates parlamentares, 1821-1836” (2002) e “Ideias Políticas: séculos XVII-XVIII” (2002). Para além de colaborar nas mais variadas revistas de história (no plano das ideias e das mentalidades), nomeadamente “Revista de História das Ideias”, “Cultura: História e Filosofia”, “Ler História”, “Comumio”, “Revista da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas”, “Revista de História e Teoria das Ideias”, “Revista Portuguesa de Filosofia”, “Lusitania Sacra”, “Vértice”, entre outras, tem também coordenado e dirigido algumas obras colectivas, nelas igualmente colaborando, como é o caso do “Dicionário no Feminino” (2005). Com algumas obras em preparação e em vias de publicação, realça-se o livro “Ana de Castro Osório, Feminismo e Educação”. A Prof.ª Zília de Castro Osório é directora da “Revista Faces de Eva / Estudos Sobre a Mulher” (desde 2009), Presidente de “Faces de Eva / Centro de Estudos Sobre a Mulher” (2002) e é a coordenadora da equipa de investigação “Faces de Eva / Estudos Sobre a Mulher” (2011).
Recorda-se que não é a primeira vez que a Prof.ª Zília de Castro Osório vem a V. N. de Famalicão através do Museu Bernardino Machado. A primeira foi em 2006, proferindo a comunicação “Universidade e Revolução Liberal”, integrada no Ciclo de Conferências “Lutas Académicas e Estudantis”; e a segunda foi em 2007 nos Encontros de Outono, subordinados à temática “As Faces de Eva: perspectivas sobre a mulher portuguesa”, com a conferência “O Feminismo na Escola do Estado Novo”.
mulheres republicanas no museu bernardino machado
A Equipa de Investigação Faces de Eva / Estudos Sobre as Mulheres, a qual se encontra integrada no Centro de Sociologia da Universidade Nova de Lisboa e a Biblioteca Museu República e Resistência (Câmara Municipal de Lisboa) realizaram, no âmbito das Comemorações do Centenário da Proclamação da República em Portugal (2010) a exposição “Percursos, Conquistas e Derrotas das Mulheres na 1.ª República”. Esta mesma exposição vai estar patente ao público no Museu Bernardino Machado, de Vila Nova de Famalicão, entre 1 a 31 de Dezembro do corrente ano, e a entrada é gratuita.
Na apresentação do catálogo da referida exposição, Zília Osório de Castro diz-nos o seguinte: “Sendo a emergência continuada e militante das mulheres no espaço público um dos traços significativos da dinâmica da sociedade portuguesa desse tempo, torna-se evidente que esquecê-lo ou ignora-lo seria uma lacuna cada vez menos aceitável. As mulheres feministas e republicanas militantes, que estiveram, com outras, na génese da primeira vaga do feminismo em Portugal ainda durante a Monarquia, empenharam-se na luta política a par dos principais dirigentes republicanos e, com eles, souberam projectar os seus anseios e reivindicações. Por seu lado, a República não poderia deixar de reconhecer o contributo feminino para a construção da nova sociedade que despontava.”
Neste âmbito, a exposição “Percursos, Conquistas e Derrotas das Mulheres na 1.ª República” é constituída por 28 painéis e distribuídos pelas seguintes temáticas: i) Caminhando pela República, ii) Na Revolução… 5 de Outubro de 1910, iii) As Mulheres tomam iniciativa e participam em colectivos de rua, iv) Reunir, Organizar, Mobilizar, v) Pelo Voto… às urnas!, vi) 1913 – nega-se o voto às mulheres, vii) Imprensa: amplificador da voz feminina, viii) Imprensa feminina e feminista, ix) Resistências Monárquicas e Católicas, x) As Mulheres e a Educação, xi) As Mulheres e o Trabalho, xii) A República vai ao teatro, xiii) Moda e Práticas de Lazer, xiv) Outras Expressões Artísticas, xv) Marginalidades, xvi) As Mulheres e a 1.ª Guerra Mundial, xvii) Os Congressos Feministas da Década de 20, xviii) Galeria.
A exposição encontra-se Integrada no Ciclo de Conferências “As Mulheres e a I República”, sendo o mesmo ciclo organizado pelo Museu Bernardino Machado.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
mulheres republicanas
para o dr. sá marques, com um abraço saudoso de fraterna amizade
Com prefácio de Manuel Machado Sá Marques, no qual nos diz que "neste seu novo livro, a historiadora Fina d`Armada revela-nos como foi importante, para a implantação da República em Portugal, o trabalho e a actuação das mulheres em diversos concelhos, de norte a sul do País", saiu recentemente entre nós o livro "Republicanas Quase Desconhecidas", sendo mais um contributo da historiadora referida por Sá Marques para a compreensão da República no feminino. Como a autora nos diz a propósito da estrutura da obra: "Esta obra, tal como As Mulheres na Implantação da República, consta de quatro partes. Na primeira, faz-se referência a republicanas já realçadas na primeira obra, mas sobre as quais se encontraram mais elementos biográficos. A segunda parte divulga novas republicanas com outras já referenciadas. A terceira trata de «Republicanas Reveladas», ou seja, invisíveis na primeira obra, trazidas aqui a lume pela primeira vez. / Por fim, a quarta parte reúne discursos femininos políticos, saudando um novo regime, em espaços oficiais, os primeiros da nossa história." Continuando, a historiadora, sobre esta quarta parte do seu livro, ainda refere que "para além de um capítulo de curiosidades sobre mulheres e República, integra-se também a simbologia da República ligada à mulher. Desemvolve-se a visão diferente dos artistas de Lisboa - vendo a República de espada na mão e mamas ao léu, de influência francesa - e os do Norte aliando a República ao trabalho, às leis e ao triunfo." Fazendo referência a 28 concelhos, e focando Luanda, Fina d`Armada revela-nos as actividades das mulheres republicanas não só nesses concelhos, como igualmente algumas se destacando a nível nacional. É o caso de vila Nova de Famalicão, aqui destacando Elzira Dantas Machado, considerando esta como tendo sido "a primeira-dama que mais lutou pelas mulheres", e a sua filha Rita ("A mãe e a filha mais históricas da República"), justificando nos seguintes termos a sua inclusão no concelho famalicense: "...considero Vila Nova de Famalicão, distrito de Braga, por onde elas muito circularam, o concelho que mais as merece como filhas da terra. Aqui se localiza o Museu Bernardino Machado, aqui jaz Elzira e aqui têm sido homenageadas". Fina d`Armada evoca ainda Joaquina Mariana Dantas Machado, Maria Francisca Dantas Machado. Jerónima Rosa Dantas Machado, Elzira Severiana Dantas Machado, e, indiscutivelmente, Rita Dantas Machado, a "dirigente e a sufragista".
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