terça-feira, 6 de dezembro de 2011

da minha homenagem à homenagem que falta II

VASCO DE CARVALHO
O CRONISTA-MOR DE VILA NOVA

para o dr. artur sá da costa, pelo quanto a cultura nos uniu na amizade, numa altura em que já passaram os 50 anos do falecimento do historiador famalicense

para ver mais informação, nomeadamente o texto ver em http://ruadesaobento.webnode.pt/

a parte final do texto

"Eis a homenagem que Casimiro da Silva lhe presta e, quase trinta anos depois, Benjamim Salgado, no Notícias de Famalicão Literário, o irá evocar novamente, em termos afectivos e intelectuais, realçando aqui a proposta, a homenagem devida da comunidade famalicense, para integrarmos Vasco de Carvalho no seu tempo historiográfico. Hoje faz falta, e termino, a homenagem que outros já tentaram edificar a Vasco de Carvalho para a promoção de Vila Nova de Famalicão perante o seu contexto histórico. Contudo, para tal, não temos apenas Carvalho para a glorificação futura do Município famalicense: temos Armando Bacelar e o Neo-Realismo, o Luso-Brasileirismo de Nuno Simões, os camilianistas Alexandre Cabral, Manuel Simões e Pinto de Castro, Mário Cesariny e Cruzeiro Seixas no surrealismo, assim como Prado Coelho entre a literatura e a filosofia, Bernardino Machado, assim como a literatura e a imprensa e Vila Nova de Famalicão e o Oriente, ou os espólios da Oposição Democrática para as comemorações dos 40 anos do 25 de Abril (2014). Mas antes destas comemorações de Abril, temos em 2013 o Centenário da Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco, filha não só da I República, como do Decreto de D. António da Costa, o qual cria as Bibliotecas Populares, para, uma vez mais, nos situarmos no tempo da História e não deixarmos fugir a oportunidade para a identificação das nossas raízes culturais."







da minha homenagem à homenagem que falta I


VASCO DE CARVALHO
O CRONISTA-MOR DE VILA NOVA

Para o Dr. Artur Sá da Costa
pelo quanto a cultura nos uniu na amizade

para mais informação, nomeadamente o texto, ver em http://ruadesaobento.webnode.pt/


a parte inicial do texto

"Na altura em que escrevi este texto, ele teve várias opções de desenvolvimento, significando que a estratégia de elaboração textual poderia cair numa forma anárquica de explorar as suas ideias que então pretendia explorar. Assim o digo. Aliás, este mesmo texto teve uma redescrição a qual se deve, ao facto, da sua publicação no Boletim Cultural da autarquia famalicense, mais propriamente no n.º 18 de 2001 (2ª série), com o título “A Homenagem Que Falta”. E das ideias que então explorei, as quais pretendo aqui hoje apresentar, dizia então que essas mesmas ideias pretendiam evocar o que é dizível para a construção da sua unidade, caindo esta mesma unidade em Vasco de Carvalho. Na época, comemorava-se os 110 Anos de Nascimento de Carvalho, o qual passou despercebido na exterioridade, digamos, assim, na comunidade famalicense, à qual pertenceu de corpo e alma."

Antes, em 1998, a autarquia famalicense antologiou Vasco de Carvalho – do qual Hugo Rocha apelidava como sendo “o indefesso cronista-mor de Vila Nova de Famalicão e seu termo” – com o texto histórico A Formação do Concelho de Vila Nova de Famalicão, conferindo-lhe destaque na exposição Uma Aproximação aos Autores Famalicenses, através dos seus respectivos livros, como também da sua correspondência, da qual se realçam personalidades locais e nacionais, integrando uma reprodução facsimilada do manuscrito inédito Rua Direita. O Tempo continua a fazer-lhe justiça. No passado e no presente, ainda bem perto de nós. Desta forma, temos a Homenagem de 1960[1], realizada por uma Comissão de Famalicenses residentes no Porto (constituída por Laurentino Reis Melo, José Plácido Valongo, Arlindo Mesquita Guimarães, Eugénio Folhadela, Correia Guimarães e Teófilo Folhadela Melo), perante a qual a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão então se associou, sob a presidência de José Pinto de Oliveira, sendo vereador da cultura o P. Benjamim Salgado, conferindo esta mesma Câmara a Carvalho a Medalha e o Diploma de Reconhecimento-Classe de Ouro, e proposta por inúmeros conterrâneos, tendo sido evocado o homem e a obra na sua exterioridade e não na sua interioridade.


[1] Vasco de Carvalho, em notas manuscritas, num dos seus álbuns referentes à respectiva homenagem, propôs as seguintes condições: i) nada tratariam no Porto com a imprensa; ii) pessoalmente, poderiam falar a todos os famalicenses residentes ou a trabalhar no Porto; iii) não fariam nem distribuiriam convites, circulares ou o que quer que fosse; iv) em Famalicão, José Casimiro da Silva daria notícias pelo jornal Estrela da Manhã. No entanto, e apesar de tudo, as notícias acabaram por sair na imprensa portuense, caso de O Primeiro de Janeiro ou em O Comércio do Porto, no qual era então correspondente de Famalicão Rebelo Mesquita.







segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

mosteiro de tibães



para a cândida assim

e finalmente existe um rio a ser descoberto no mundo para sorrir






sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

intelectuais republicanas



No âmbito do IV Ciclo de Conferências “As Mulheres na I República”, realiza-se no próximo dia 16 de Dezembro do corrente ano, pelas 21h30, no Museu Bernardino Machado, de Vila Nova de Famalicão, a última conferência do mesmo ciclo, sendo a entrada livre, recebendo os participantes o certificado de presença. Foi convidada Zília Osório de Castro, Professora Catedrática de História das Ideias Políticas no Departamento de Filosofia da faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, para proferir a conferência “As Mulheres Intelectuais na I República”. Com participação em vários congressos nacionais e internacionais, no âmbito de temáticas como História, Filosofia Política (como, por exemplo, cidadania, sistema eleitoral, sobre a Europa ou sobre as mulheres republicanas), tem as seguintes publicações autorais: “Cultura Política: Manuel Borges Carneiro e o Vintismo” (Dissertação de Doutoramento, 1990), “Portugal e Brasil: debates parlamentares, 1821-1836” (2002) e “Ideias Políticas: séculos XVII-XVIII” (2002). Para além de colaborar nas mais variadas revistas de história (no plano das ideias e das mentalidades), nomeadamente “Revista de História das Ideias”, “Cultura: História e Filosofia”, “Ler História”, “Comumio”, “Revista da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas”, “Revista de História e Teoria das Ideias”, “Revista Portuguesa de Filosofia”, “Lusitania Sacra”, “Vértice”, entre outras, tem também coordenado e dirigido algumas obras colectivas, nelas igualmente colaborando, como é o caso do “Dicionário no Feminino” (2005). Com algumas obras em preparação e em vias de publicação, realça-se o livro “Ana de Castro Osório, Feminismo e Educação”. A Prof.ª Zília de Castro Osório é directora da “Revista Faces de Eva / Estudos Sobre a Mulher” (desde 2009), Presidente de “Faces de Eva / Centro de Estudos Sobre a Mulher” (2002) e é a coordenadora da equipa de investigação “Faces de Eva / Estudos Sobre a Mulher” (2011).
Recorda-se que não é a primeira vez que a Prof.ª Zília de Castro Osório vem a V. N. de Famalicão através do Museu Bernardino Machado. A primeira foi em 2006, proferindo a comunicação “Universidade e Revolução Liberal”, integrada no Ciclo de Conferências “Lutas Académicas e Estudantis”; e a segunda foi em 2007 nos Encontros de Outono, subordinados à temática “As Faces de Eva: perspectivas sobre a mulher portuguesa”, com a conferência “O Feminismo na Escola do Estado Novo”.

mulheres republicanas no museu bernardino machado


A Equipa de Investigação Faces de Eva / Estudos Sobre as Mulheres, a qual se encontra integrada no Centro de Sociologia da Universidade Nova de Lisboa e a Biblioteca Museu República e Resistência (Câmara Municipal de Lisboa) realizaram, no âmbito das Comemorações do Centenário da Proclamação da República em Portugal (2010) a exposição “Percursos, Conquistas e Derrotas das Mulheres na 1.ª República”. Esta mesma exposição vai estar patente ao público no Museu Bernardino Machado, de Vila Nova de Famalicão, entre 1 a 31 de Dezembro do corrente ano, e a entrada é gratuita.



Na apresentação do catálogo da referida exposição, Zília Osório de Castro diz-nos o seguinte: “Sendo a emergência continuada e militante das mulheres no espaço público um dos traços significativos da dinâmica da sociedade portuguesa desse tempo, torna-se evidente que esquecê-lo ou ignora-lo seria uma lacuna cada vez menos aceitável. As mulheres feministas e republicanas militantes, que estiveram, com outras, na génese da primeira vaga do feminismo em Portugal ainda durante a Monarquia, empenharam-se na luta política a par dos principais dirigentes republicanos e, com eles, souberam projectar os seus anseios e reivindicações. Por seu lado, a República não poderia deixar de reconhecer o contributo feminino para a construção da nova sociedade que despontava.”



Neste âmbito, a exposição “Percursos, Conquistas e Derrotas das Mulheres na 1.ª República” é constituída por 28 painéis e distribuídos pelas seguintes temáticas: i) Caminhando pela República, ii) Na Revolução… 5 de Outubro de 1910, iii) As Mulheres tomam iniciativa e participam em colectivos de rua, iv) Reunir, Organizar, Mobilizar, v) Pelo Voto… às urnas!, vi) 1913 – nega-se o voto às mulheres, vii) Imprensa: amplificador da voz feminina, viii) Imprensa feminina e feminista, ix) Resistências Monárquicas e Católicas, x) As Mulheres e a Educação, xi) As Mulheres e o Trabalho, xii) A República vai ao teatro, xiii) Moda e Práticas de Lazer, xiv) Outras Expressões Artísticas, xv) Marginalidades, xvi) As Mulheres e a 1.ª Guerra Mundial, xvii) Os Congressos Feministas da Década de 20, xviii) Galeria.
A exposição encontra-se Integrada no Ciclo de Conferências “As Mulheres e a I República”, sendo o mesmo ciclo organizado pelo Museu Bernardino Machado.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

mulheres republicanas

para o dr. sá marques, com um abraço saudoso de fraterna amizade


Com prefácio de Manuel Machado Sá Marques, no qual nos diz que "neste seu novo livro, a historiadora Fina d`Armada revela-nos como foi importante, para a implantação da República em Portugal, o trabalho e a actuação das mulheres em diversos concelhos, de norte a sul do País", saiu recentemente entre nós o livro "Republicanas Quase Desconhecidas", sendo mais um contributo da historiadora referida por Sá Marques para a compreensão da República no feminino. Como a autora nos diz a propósito da estrutura da obra: "Esta obra, tal como As Mulheres na Implantação da República, consta de quatro partes. Na primeira, faz-se referência a republicanas já realçadas na primeira obra, mas sobre as quais se encontraram mais elementos biográficos. A segunda parte divulga novas republicanas com outras já referenciadas. A terceira trata de «Republicanas Reveladas», ou seja, invisíveis na primeira obra, trazidas aqui a lume pela primeira vez. / Por fim, a quarta parte reúne discursos femininos políticos, saudando um novo regime, em espaços oficiais, os primeiros da nossa história." Continuando, a historiadora, sobre esta quarta parte do seu livro, ainda refere que "para além de um capítulo de curiosidades sobre mulheres e República, integra-se também a simbologia da República ligada à mulher. Desemvolve-se a visão diferente dos artistas de Lisboa - vendo a República de espada na mão e mamas ao léu, de influência francesa - e os do Norte aliando a República ao trabalho, às leis e ao triunfo." Fazendo referência a 28 concelhos, e focando Luanda, Fina d`Armada revela-nos as actividades das mulheres republicanas não só nesses concelhos, como igualmente algumas se destacando a nível nacional. É o caso de vila Nova de Famalicão, aqui destacando Elzira Dantas Machado, considerando esta como tendo sido "a primeira-dama que mais lutou pelas mulheres", e a sua filha Rita ("A mãe e a filha mais históricas da República"), justificando nos seguintes termos a sua inclusão no concelho famalicense: "...considero Vila Nova de Famalicão, distrito de Braga, por onde elas muito circularam, o concelho que mais as merece como filhas da terra. Aqui se localiza o Museu Bernardino Machado, aqui jaz Elzira e aqui têm sido homenageadas". Fina d`Armada evoca ainda Joaquina Mariana Dantas Machado, Maria Francisca Dantas Machado. Jerónima Rosa Dantas Machado, Elzira Severiana Dantas Machado, e, indiscutivelmente, Rita Dantas Machado, a "dirigente e a sufragista".