domingo, 2 de outubro de 2011

bernardino machado discursa em famalicão 1909




A Casa da Vila, na qual Bernardino Machado, segundo ele, iniciou a sua vida política


Em 1909, mais propriamente em 14 de Novembro, Bernardino Machado, na sala do "Centro Republicano" em Vila Nova de Famalicão com o seu nome, uma sala "em prédio contíguo ao Hotel Vilanovense", segundo a notícia do "Estrela do Minho" (e que aqui reproduzo), fazia a sua conferência "Têm Liberdade os Monárquicos em Portugal?" Na mesma altura, seria homenageado Gonçalves Cerejeira, tendo sido o seu elogio realizado por Manuel Monteiro, de Braga. No seu discurso, Bernardino Machado, a dada altura, refere que "já houve em Portugal uma monarquia liberal". E logo de seguida: "Aqui, em Vila Nova de Famalicão, pulsou já fortemente a vida pública. Tínhamos oradores populares. Neste concelho houve um de impressionante eloquência natural, Narciso dos Carvalhais, tio do célebre poeta brasileiro, Casimiro de Abreu. Estou a vê-lo a passar fogosamente à testa dum magote de manifestantes, que soltavam vivas, e Júlio Dinis, que se achava doente, a ares, neste mesmo edifício, onde era então a estalagem da Eugénia, a boa Eugénia, vindo à janela e dando com ele, puxar pela carteira e pelo lápis e pôr-se a desenhar-lhe a figura cortante e o gesto intrépido, marcial. Nesse tempo, os deputados davam conta do seu mandato aos eleitores. Aqui veio repetidamente dar-lhes em recepções e banquetes políticos em casa de meus pais Joaquim Januário de Sousa Torres e Almeida, notável parlamentar, por todos então indigitado para ministro na primeira situação do seu partido, que, duma dessa vezes, fui, dias depois, encontrar no Bom Jesus do Monte a descansar das lides oratórias, lendo a "História da Filosofia em Portugal" do dr. Lopes Praça e a "Poesia do Direito" do dr. Teófilo Braga. Que tempo tão diferente deste de hoje, não é assim?" E mais à frente, Bernardino Machado recorda as vivências políticas na Casa da Vila, hoje pertença do Banco Millenium, exclamando as suas "saudades" que então tem "desse tempo!", acrescentando que foi nela que fez a sua iniciação política "sob os auspícios do nosso querido Torres, de Castelões, que logo prognosticou generosamente que eu havia de ser ministro". (Bernardino Machado - Pela Republica: 1908-1909 - II. Lisboa: Editor-Proprietario, Bernardino Machado, 1910, pp. 695-689). A imagem, de 1907, retirei-a do livro de António Joaquim Pinto da Silva "Imagens, Famalicão Antigo" (1990). A sala do "Centro Republicano Dr. Bernardino Machado" ficaria situado logo no início da Rua de Santo António.




Atingiu extraordinário brilho a festa realizada no domingo passado pelo partido republicano de Famalicão e que, constou da inauguração do retrato do falecido Dr. Gonçalves Cerejeira e da eloquentíssima conferência do eminente professor e prestigioso membro do directório republicano Dr. Bernardino Machado.
Cerca das 3 horas da tarde, a sala do Centro Republicano Bernardino Machado, instalado em prédio contíguo ao Hotel Vilanovense, estava completamente ocupada, por uma numerosa assistência, entre a qual se notava individualidades destacantes do partido republicano.
Do Porto, viam-se, entre outros, os srs.: dr. Ângelo Vaz, A. Araújo Costa, Vitorino Coimbra e Laurindo Mendes; de Braga, estavam os srs. drs. Manuel Monteiro, Joaquim de Oliveira, Justino Cruz, Bento de Pinho e Bento de Oliveira; de Barcelos, o sr. dr. Martins Lima; de Guimarães, o sr. João Veloso e o sr. A. L. de Carvalho; de Esposende, o sr. dr. Fonseca Lima; da Póvoa, o sr. Joaquim Pereira Sampaio. Todos estes cavalheiros representavam comissões municipais ou agremiações republicanas.
Os centros de Vilar do Paraíso e de Valadares fizeram-se representar pelo sr. dr. Florido Toscano, representando o sr. dr. Ângelo Vaz a comissão de Santo Ildefonso e o sr. Laurindo Mendes o Centro Alves da Veiga.
Ao entrar na sala o sr. dr. Bernardino Machado, que vinha acompanhado pelo presidente e outros membros da comissão municipal republicana foi calorosamente saudado com palmas e vivas entusiásticas.
O sr. Sousa Fernandes, subindo ao estrado da presidência, diz que na qualidade de presidente da comissão municipal republicana de Famalicão, lhe cumpria abrir a sessão. Acentua, depois, a importância dos centros democráticos de propaganda e instrução. Organizando naquela vila um desses núcleos, criava-se uma obra cuja utilidade não beneficiava apenas o partido republicano, visto que ele concorria também para a instrução e educação cívica do povo.
Na sessão que acabava de declarar aberta ia inaugurar-se o retrato dum conterrâneo, o dr. Gonçalves Cerejeira, que foi um valioso e dedicado partidário. Para fazer o perfil do delicado poeta morto, a quem tanto interessava a causa do povo, fora convidado o distinto orador sr. dr. Manuel Monteiro digno presidente da comissão republicana de Braga. Ninguém melhor do que o talentoso advogado, que conhecera e estimara o poeta, poderia desenhar-lhe com realce a figura moral.
O sr. Sousa Fernandes, depois de ter para o sr. dr. Manuel Monteiro as mais elogiosas referências, faz um caloroso elogio ao sr. dr. Bernardino Machado, pondo em relevo o desinteresse admirável e a hombridade nobilíssima que distinguem e enobrecem todos os seus actos de homem público.
O sr. Sousa Fernandes faz depois a apologia do credo republicano e afirma a necessidade de instruir e de educar o povo, pelo jornal, pelo livro e pela conferência. Turgot disse que a ignorância perpetua o despotismo e o despotismo perpetua a ignorância; parafraseando pode dizer se que a monarquia perpetua a falta de instrução para que a falta de instrução perpetue a monarquia.
Aponta em seguida o desinteresse dos que trabalham na propaganda republicana; e depois de tecer os mais altos elogios ao sr. dr. Bernardino Machado, remata erguendo ao ilustre democrata um viva que foi entusiasticamente correspondido.
O sr. Sousa Fernandes convida depois para presidir à sessão o sr. Florido Toscano, que saudado calorosamente, toma a presidência com palavras de agradecimento e nomeia secretários os srs. drs. Martins Lima e Fonseca Lima.
Seguidamente, o sr. presidente dá a palavra ao sr. dr. Manuel Monteiro, que é longamente saudado pela assembleia.
O talentoso advogado bracarense principia por agradecer as palavras que o sr. Sousa Fernandes lhe dirigiu e exprime depois em termos calorosos, o respeito, a admiração e a elevada estima que lhe merece o sr. dr. Bernardino Machado.
Passa depois a falar de Gonçalves Cerejeira, que conheceu estudante em Coimbra.
O sr. dr. Manuel Monteiro, que é um orador brilhante, de palavra fácil, de expressão simples, mas elegante e colorida, conta o que foi a vida curta do poeta.
O sr. dr. Manuel Monteiro, que pronunciou um magnífico discurso, foi entusiástica e longamente aplaudido.
Tomou depois a palavra o sr. dr. Bernardino Machado que recebeu, ao subir para o estrado, uma comovente vibração de brilhante entusiasmo.
O ilustre democrata depois de agradecer as palavras que lhe tinham dedicado os srs. Sousa Fernandes e dr. Manuel Monteiro, deu princípio à sua conferência subordinada ao tema: «Têm Liberdade os Monárquicos em Portugal?»
Durante mais de uma hora o eminente professor desenvolveu, com raro poder de clareza e de lógica, o assunto difícil da sua conferência que, sendo longa, não pode ter nas colunas do nosso pequeno jornal, a desenvolvida referência que de todo o ponto merecia.
O sr. dr. Bernardino Machado dizendo que hoje nós somos uma nação de vencidos, pergunta quem é livre e governa em Portugal. Os republicanos de certo que não, porque lhe são negadas todas as regalias, todos os direitos, todas as liberdades. Mas se os republicanos são esbulhados dos seus direitos, os monárquicos também não governam, porque ninguém faz caso deles. Os partidos monárquicos não são associações liberais; os chefes ordenam soberanamente e os correligionários obedecem submissamente. E nem os seus chefes são livres, porque estão vinculados ao paço. Entre o partido e o paço, optariam pelo paço, como disse, sem rebuço, o sr. Wenceslau de Lima.
O próprio poder legislativo vive na sujeição. Os pares e os deputados, uns e outros de nomeação ministerial, dependem inteiramente dos ministros.
Mas, ao menos, a magistratura judicial monárquica, será independente? Ninguém esqueceu o decreto ditatorial a que a sujeitou João Franco, nem a transferência para as ilhas que ele infligiu de castigo a um nobilíssimo juiz de direito; e a cada passo, salvo honrosas excepções, aí testemunham a sua subserviência tanto o tribunal de Verificação de Poderes, como os tribunais ordinários nos processos de recenseamento eleitoral. Até na magistratura um acto de independência é um acto de insurreição.
Nem economicamente nem religiosamente os monárquicos governam com liberdade: «Não – exclama o ilustre orador –, não são os monárquicos independentes que governam o Portugal monárquico de agora.
São as clientelas que nos tiram as liberdades políticas operando a reacção rotativa; são os sindicatos que nos tiram as liberdades económicas, operando a reacção franquista; são as congregações que nos tiram as liberdades religiosas, operando a reacção clerical. E aqui está sem agravo para nenhum dos seus membros honrados, colhidos nas suas malhas, o que são e para que servem os actuais partidos governamentais: para tirar a independência a todos, incluímos os monárquicos.»
Demonstra, depois, como a reacção clerical domina a situação política e afirma que a monarquia não pode viver com a liberdade.
Aponta os perigos do clericalismo e diz: «Há em Portugal um povo independente; tem o já demonstrado eloquentemente os republicanos, convocando-o, reunindo-o. Contém com ele os liberais e desempenhem a sua missão histórica.»
Remata depois a conferência falando de Famalicão, dos tempos de mocidade que ali passou, das figuras destacantes na política liberal desse tempo.
Ao terminar o seu notável discurso, o sr. dr. Bernardino Machado foi aplaudido com um extraordinário ardor de entusiasmo sendo muito cumprimentado e abraçado pelos seus amigos.
O sr. presidente levantou a sessão em meio de vivas calorosos.

Às seis horas da tarde, foi oferecido pelos republicanos de Famalicão, no Hotel Vilanovense, um banquete ao sr. dr. Bernardino Machado. Tomaram parte nele 51 convivas presidindo o sr. Sousa Fernandes, que tinha à direita os sr. drs. Bernardino Machado, Manuel Monteiro e Joaquim de Oliveira, e à esquerda os srs. drs. Florido Toscano, Martins Lima e Fonseca Lima.
O banquete que foi primorosamente servido, decorreu na maior cordialidade. Ao champagne iniciou a série dos brindes o sr. Sousa Fernandes que saudou o sr. dr. Bernardino Machado. Seguiram-se-lhe os srs. dr. Florido Toscano e Martins Lima, que beberam à saúde dos srs. drs. Bernardino Machado e Sousa Fernandes e dr. Manuel Monteiro; Sousa Fernandes que brindou aos srs. Florido Toscano, Martins Lima, Fonseca Lima, Manuel Monteiro, Ângelo Vaz e Vitorino Coimbra; Joaquim Faria, presidente da juventude republicana de Braga, aos republicanos de Famalicão e ao sr. dr. Bernardino Machado. O ilustre democrata agradeceu num belo discurso, as saudações que lhe foram feitas, brindando aos republicanos de Famalicão. Seguiram-se depois o sr. dr. Joaquim de Oliveira, que falou brilhantemente, e o sr. Vitorino Coimbra, que prendeu num interessante discurso, a atenção dos convivas.
Depois, trocaram-se ainda muitas saudações e o banquete terminou às 10 horas e meia da noite, deixando a festa as melhores impressões em quantos a presenciaram.
A convite da comissão municipal republicana de Famalicão, foram assistir à conferência e tomar parte no banquete, redactores do «Norte», da «Pátria», do «Primeiro de Janeiro» e da «Verdade».

“Conferencia Democratica”. In Estrela do Minho. V. N. de Famalicão, Ano 15, n.º 742 (21 Nov. 1909), p. 2.

sábado, 1 de outubro de 2011

madame bovary

indica-nos o "diário de notícias", na rúbrica "efemérides", que surgiu hoje, mais precisamente em 1856, na "Revue de Paris", a primeira edição de "Madame Bovary" de Flaubert. Charles e Ema são Flaubert, inquestionavelmente. Flaubert ao ter dito que madame bovary é ele, foi apenas uma manobra de diversão que fez decorrer muita escrita até hoje. Não só criou o romance moderno, como criou o marketing literário. Mas Flaubert é Flaubert!





sexta-feira, 30 de setembro de 2011

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

as comissões republicanas de famalicão


uma história para ser contada brevemente


Joaquim José de Sousa Fernandes, o timoneiro


COMISSÃO MUNICIPAL REPUBLICANA
1895

EFECTIVOS
António Joaquim de Sousa Veloso, proprietário, Landim
Francisco Alves Correia de Araújo, proprietário e capitalista, Requião
Henrique Ferreira Machado, advogado e proprietário, Vila
Joaquim José de Sousa Fernandes, proprietário e capitalista, Vila
José de Araújo e Sousa, proprietário e capitalista, S. Paio de Seide
José Francisco Correia de Oliveira, proprietário e capitalista
Manuel Alves Correia de Araújo, proprietário, Requião

SUPLENTES
Caetano Ferreira de Macedo faria Gajo, proprietário e artista, Louro
Fortunato Cardoso Pereira, capitalista e proprietário, Vila
Francisco Correia de Carvalho, proprietário, S. Paio de Seide
José Fortunato de Araújo Costa, proprietário, Mouquim
Manuel Pinto de Sousa, comerciante, Vila
Rodrigo Ferreira de Carvalho, farmacêutico e proprietário, Vila
Silvério Joaquim da Silva Guimarães, proprietário, Landim


COMISSÃO MUNICIPAL REPUBLICANA
1905

Alfredo Carneiro Brandão, capitalista, proprietário
Alfredo Rodrigues da Costa, comerciante, proprietário
Augusto Pereira Sampaio, comerciante, proprietário
Caetano Faria Martins Branco, capitalista
Dr. Eduardo Moreira Pinto, médico, proprietário
Francisco Alves Correia Araújo, capitalista, proprietário
João Gomes Correia de Abreu, capitalista, proprietário
Joaquim António Xavier de Faria, capitalista
Joaquim José de Sousa Fernandes, capitalista, proprietário
José Francisco Correia de Oliveira, capitalista, proprietário
Manuel Pinto de Sousa, comerciante industrial
Rodrigo Ferreira de Carvalho, farmacêutico, proprietário
Vitorino Henrique Coimbra, comerciante, proprietário

COMISSÃO EXECUTIVA
Alfredo Rodrigues da Costa
Francisco Maria de Oliveira
Joaquim José de Sousa Fernandes

COMISSÃO MUNICIPAL REPUBLICANA
1906

EFECTIVOS
Joaquim José de Sousa Fernandes, proprietário e capitalista
Francisco Maria de Oliveira e Silva, proprietário e capitalista
Alfredo Rodrigues da Costa, proprietárioe  comerciante
Dr. Eduardo Moreira Pinto, médico e proprietário
Teófilo Vaissier, agrónomo e industrial

SUBSTITUTOS
Alfredo Carneiro Brandão, capitalista, proprietário
José Gomes Correia de Abreu, capitalista, proprietário
José Francisco Correia de Oliveira, capitalista, proprietário
Zeferino Bernardes Pereira, capitalista, proprietário
António Pinto Bastos, capitalista, proprietário

COMISSÃO MUNICIPAL REPUBLICANA
1908

EFECTIVOS
Caetano Faria Martins Branco
Domingos Lopes Alves da Silva
Francisco Maria de Oliveira e Silva
Joaquim José de Sousa Fernandes

SUBSTITUTOS
Abílio Gomes Ferreira da Costa
Alfredo Rodrigues da Costa
António Maria Teixeira de Melo
João Ferreira de Araújo
João Gomes Correia de Abreu
Joaquim António Xavier de Faria
Manuel Pinto de Sousa

COMISSÃO MUNICIPAL REPUBLICANA
Administrador do Concelho
Sousa Fernandes
Tomada de Posse
8 de Outubro de 1910

EFECTIVOS
António de Araújo Costa
Francisco Maria de Oliveira e Silva
Zeferino Bernardes Pereira
Alfredo Rodrigues da Costa
Augusto de Sá Pinheiro Braga
Domingos Lopes Alves da Silva
Teófilo Vaissier

SUPLENTES
João Gomes Correia de Abreu
Manuel Pinto de Sousa
Constantino Almeida Matos
Abílio Gomes Ferreira da Costa
Augusto Pereira Sampaio
Manuel de Araújo Monteiro

paul valadier






"Se colocamos estas páginas sob o título de A Moral em Desordem foi em parte para tornar notório que as reflexões aqui consignadas não pretendem constituir um tratado de moral segundo todas as regras, abrangendo o conjunto dos dados que seria necessário percorrer para se manter ao nível dos desafios. Trata-se, efectivamente, de falar da moral em desordem, isto é, um tanto descontinuamente, ou de evocar certas preocupações nascidas de constatações dispersas e não rigorosamente ordenadas da actualidade ética. Mas, por outro lado, o título deste livro pretende, igualmente, evocar uma situação bastante real, que é menos a de uma confusão do que a de uma desordem."




I
Desordem das Práticas

II
A Desordem dos Pensamentos

III
A Muralha do Direito

IV
A Pessoa na sua Indignidade

V
Pelo Homem

Famalicão presta homenagem à primeira vereação Republicana - Portal do Município de Vila Nova de Famalicão - Portugal

Famalicão presta homenagem à primeira vereação Republicana - Portal do Município de Vila Nova de Famalicão - Portugal

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

josé marinho (1904-1975)




"Se condição e destino se referem evidentemente ao homem, já verdade não pode entender-se tão só como verdade do homem e para ele. Pois enquanto nuns pensadores estudados o conceito de verdade aparece expressamente vinculado a um sentido de transcendência, nos seus contrapolares, onde poderia entender-se verdade só no sentido antropológico, o respectivo conceito aparece com perplexidades que a mais séria e rigorosa interpretação dos textos inevitavelmente traz à luz."





I
i.i Amorim Viana, o sentido da crença e as exigências da razão

i.ii Antero de Quental e os caminhos da união perdida

i.iii Cunha Seixas e a conciliação de imanência e transcendência

i.iv Sampaio Bruno, o Mistério e a Redenção

i.v Leonardo Coimbra e o magistério do amor e da liberdade

II
ii.i Da relação crucial

ii.ii Filosofia e Ciência nos limietes do Positivismo

ii.iii Conceito de razão e formas de filosofia

ii.iv Filosofia da Saudade e Filosofia Profética

ii. v Humanismo e Antropologia